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segunda-feira, 27 de junho de 2016

Fumaça

Fumaça
Por: Samuel P. P. Vieira

Quando olhos em seu olhos frios
Aquele olhar distante, que não distingue
amor ou ódio,
Penso em tudo o que você foi pra mim.

Já me olhou com admiração,
já vi esses mesmos olhos seus
sorrirem ao som de uma linda canção de Chico
Chorarem por problemas e questões da adolescência
 e brilharem por um presente estúpido.

E conversei com você,
Suas dúvidas e questões,
Sempre que pude tirei.

E deste jeito, roubou para si
um lugar tão pequeno quanto o Maracanã
em meu coração e me fez cantar
Várias e várias vezes a mesma canção.

E hoje, olho nos seus olhos frios
Perdidos num distante vazio.
Um vácuo de escuridão e ódio,
Por sentimentos arredios.

Quebro minhas regras
e ignoro meu orgulho,
Engulo seco o meu ego
E volto a te procurar

E assim percebo,
Que o encanto, amor e a dor
Que aquela imensidão em meu coração
É  só um vazio

Talvez o que foi feito,
Não se desfaça.
E o vazio que deixaste em meu peito,
Hoje preencho com fumaça.